Quase todo mundo que pesquisa a melhor época para visitar a geleira Perito Moreno carrega uma de duas imagens erradas. A primeira é um calendário do hemisfério norte: julho parece o mês quente e janeiro o frio, e na Patagônia argentina é o contrário. A segunda é a ideia de que uma geleira tem temporada aberta. Não tem. A parede está onde está em todos os meses, as excursões saem de El Calafate em todos os meses, e as passarelas ficam de frente para o gelo em todos os meses.
O que o calendário realmente decide é a duração da sua luz do dia e o número de pessoas nas passarelas ao seu lado. Essas duas coisas, mais do que qualquer outra, separam uma visita em dezembro de uma em julho.
De dezembro a fevereiro é o verão patagônico. É a estação com mais horas aproveitáveis do dia, e é a estação em torno da qual os roteiros longos foram desenhados. €539 dura 12 horas, €366 onze, €413 e €477 dez. Um dia desse tamanho precisa de luz nas duas pontas, e o verão oferece isso generosamente tão ao sul. O preço é a companhia: as passarelas estão no seu auge de movimento, e as saídas em pequenos grupos — €366, €133 e €539 estão todas marcadas como pequeno grupo — são as primeiras a esgotar. Vários roteiros pedem reserva com pelo menos um ou três dias de antecedência mesmo em semanas tranquilas; em janeiro, essa antecedência importa muito mais.
De junho a agosto é o inverno patagônico. A luz do dia é curta, e a forma do dia muda com ela: a visita guiada de oito horas se torna a reserva natural, e o dia de trekking de doze horas se torna incômodo. O que você ganha em troca é espaço. As passarelas que lotam em janeiro recebem um punhado de pessoas em julho, e o som do gelo atravessa um circuito vazio. O sol baixo de inverno ao longo da parede também é o que muitos fotógrafos vêm buscar.
De março a maio e de setembro a novembro são as temporadas de transição. São o compromisso prático, e são subestimadas. A luz do dia ainda é longa o suficiente para um dia inteiro no gelo, as passarelas são mais calmas do que no auge do verão, e a disponibilidade nos roteiros de trekking é maior. Se as suas datas são flexíveis e a sua prioridade é ficar em pé no gelo em vez de numa fila para um mirante, procure aqui primeiro.
Uma coisa não muda com o calendário: o vento. É uma característica permanente desta parte da Patagônia e é sentido mais nas passarelas abertas de frente para a água, onde não há nada entre você e a parede. Isso é uma questão de bagagem, não de estação, e a página deste site sobre o que vestir responde em detalhe.